sexta-feira, 10 de março de 2017

INFLAMAÇÕES-PATOLOGIA GERAL


           INTRODUÇÃO

A inflamação é basicamente dividida em aguda e crônica. A aguda é a resposta inicial a lesão celular e tecidual, predominando fenômenos de aumento de permeabilidade vascular e migração de leucócitos, particularmente neutrófilos.
 Predominantemente caracteriza-se pelos sinais cardinais da inflamação e o exemplo mais claro é o abscesso. Se a reação for intensa, pode haver envolvimento regional dos linfonodos e resposta sistêmica na forma de neutrofilia e febre, caracterizando a reação da fase aguda da inflamação.
Todas estas respostas são mediadas por substâncias oriundas do plasma, das células do conjuntivo, do endotélio, dos leucócitos e plaquetas, que regulam a inflamação e chamadas genericamente de mediadores químicos da inflamação. A inflamação deve portanto ser entendida como uma série de interações moleculares, como aliás ocorre em outros processos biológicos.
A inflamação aguda tem como objetivo principal a eliminação do agente agressor, ocorrendo frequentemente destruição tecidual. Os fenômenos agudos, como o próprio nome diz, são transitórios, havendo posteriormente a regeneração ou cicatrização da área envolvida, ou cronicidade do processo se o agente agressor não for eliminado.

            DESENVOLVIMENTO

A inflamação realiza uma ação protetora diluindo, destruindo ou neutralizando os agentes nocivos. Levando ao reparo a cura do local da lesão onde sem a ação inflamatória jamais ocorreriam a cicatrizarão das feridas.
Na maioria das vezes a reposta inflamatória auxilia na remoção das infecções e outros estímulos nocivos, iniciando o reparo. Mas em alguns casos como infecções muito graves, persistentes ou quando a resposta inflamatória se volta contra o próprio tecido (autoimune) ela se torna crônica e com respostas exagerada lesando o próprio tecido.
A inflamação é induzida por mediadores químicos produzidas pelas células em reposta ao estímulo nocivo. Quando o micróbio lesa o tecido, esta lesão é  percebida por células residentes (macrófagos, células dendríticas e mastócitos) ,estas células secretam moléculas (citocinas)que induzem e regulam a resposta inflamatória.
Sinais cardinais: são as manifestações externas da inflamação. São eles: calor (aquecimento local), rubor (vermelhidão), tumor (inchaço), dor e perda de função. Essas manifestações são consequências das alterações vasculares, recrutamento e ativação de leucócitos.
A inflamação normalmente é controlada, autolimitada, as células e mediadores são ativadas somente em resposta a lesão e como possuem vida curta, são degradas ou tornam-se inativas quando o agente nocivo e retirado. Além disso, o corpo lança mão de agentes anti-inflamatórios para controle da resposta.
Estão divididas em aguda ou crônica.
Aguda é de início rápido e de curta duração, variando de poucos minutos a poucos dias. Caracterizando-se pela exsudação de líquidos e proteínas plasmáticas, com acúmulo de leucócitos  e predominantemente neutrófilos.
Trata-se de  uma resposta rápida que leva os leucócitos e proteínas plasmáticas para o local da lesão com objetivo de remover os invasores e se livrar do tecido necrótico, serviço este realizado pelos leucócitos. É composta por dois componentes principais: alterações vasculares e eventos celulares. Alterações nos calibres vasculares resultam em aumento do fluxo sanguíneo (vasodilatação). Alterações nas paredes vasculares permitem a passagem das proteínas plasmáticas da circulação vascular (aumentando a permeabilidade vascular) para o foco da lesão.
Estas alterações iniciam rapidamente após a lesão ou infecção, mas se desenvolvem em velocidades variáveis conforme a magnitude da lesão. Após a vasoconstrição (segundos) transitória ocorre a vasodilatação das arteríolas, resultado no aumento de fluxo sanguíneo (eritema e calor). Com o aumento da permeabilidade vascular, o líquido extravasa para o extracelular (Edema) deixando o sangue mais viscoso levando a estase venosa.
Quando está estase se desenvolve facilita a migração dos leucócitos (neutrófilos) do leito vascular para o tecido lesado levando a saída de líquido rico em proteínas e células sanguíneas para o tecido extravascular. Isso provoca aumento da pressão osmótica do líquido intersticial, levando a maior saída de água para os tecidos. Este acúmulo de líquido rico em proteínas e chamado de exsudato. (Típico da reação inflamatória)  Já os transudatos contém baixa concentração de proteínas e poucas células sanguíneas.
Já a crônica é de duração prolongada ( semanas a anos) na qual a inflamação ativa, destruição e reparo tecidual ocorrem simultaneamente. Geralmente está acompanhada de dor persistente e de moderada intensidade e é caracterizada por influxo de linfócitos e macrófago se proliferação vascular associada a fibrose (cicatrização).Possui infiltração de células mononucleares, macrófagos, linfócitos e plasmócitos ,temos também a destruição celular induzida pelos produtos da inflamação aguda e o seu reparo, envolve a proliferação de novos vasos (angiogênese) e fibrose.

  MATERIAL E MÉTODOS

Na Aula prática observamos três lâminas referentes as seguintes patologias : Inflamação Aguda, Inflamação Crônica não granulomatosa e Inflamação Crônica granulomatosa.
LÂMINA: INFLAMAÇÃO AGUDA.
Lâmina corada pela Hematoxilina e Eosina, onde identificamos as estruturas em róseo como sendo a presença de vascularização e em roxo os núcleos leucocitais. Em relação as alterações histopatológicas temos a hipercelularidade leucocitária, especialmente neutrófilos e eosinófilos e o aumento da vascularização , com isso temos a saída dos leucócitos para o interstício.
LÂMINA: INFLAMAÇÃO CRÔNICA NÃO GRANULOMATOSA.
Lâmina corada pelo Tricrômico de Massom, onde podemos identificar a presença de calcificação devido a tamponagem, a proliferação de colágeno para iniciar a cicatrização que se dá de dentro para fora, presença leucócitos porém em menor quantidade, presença de vascularização e ausência de agente agressor.
LÂMINA : INFLAMAÇÃO CRÔNICA GRANULOMATOSA.
Lâmina corada pelo Tricrômico de Massom, onde pode ser identificado a proliferação de colágeno , a presença de granulomas (à base de colágeno) envolvendo o agente agressor, com isso temos a presença do mesmo como característica principal dessa patologia.

           DISCUSSÃO

Na aula prática observamos a Inflamação Aguda, Inflamação Crônica granulomatosa e não granulomatosa. Onde a agudas têm um curso rápido (entre 1 a 2 semanas) e as crônicas são processos mais demorados (superam 3 meses).
A variação entre os dois processos está diretamente vinculada aos fatores que influenciam a inflamação. Assim, de modo geral, diante de estímulos de intensidade na qual o hospedeiro consiga reagir de modo a tornar esse estímulo de curta duração, presenciar-se o aparecimento de exsudações plasmáticas e de neutrófilos, ambos característicos dos processos agudos.
Por outro lado, a persistência do estímulo exigindo uma reação diferente da anterior por parte do hospedeiro promove um aumento dos graus de celularidade (principalmente dos elementos mononucleares), o que determina uma fase proliferativa e reparativa e portanto, de inflamação crônica. 
Obviamente, existem casos em que há um curso agudo da inflamação, mas morfologicamente não se observam os elementos clássicos de uma inflamação aguda (intensa exsudação plasmática e presença de neutrófilos); em outras situações, ainda, pode-se observar que um quadro inflamatório crônico, que dura semanas, passando a exibir grande quantidade de neutrófilos e os sinais cardinais típicos da inflamação aguda; nesse caso, diz-se que a inflamação crônica se agravou. Portanto, conclui-se que a relação cronológica e morfológica nem sempre é constante.

sábado, 4 de março de 2017

TRIGGER POINTS - Pontos de Gatilho

Trigger Points (Pontos de Gatilho)

Introdução
Trigger Points (Pontos de Gatilhos) são pontos sensíveis que podem causar dores no corpo inteiro, sendo muitas vezes longe do ponto de origem. Podem causar: enxaquecas, torcicolo, tendinite, lombalgias, dores nos braços e nas pernas e dores no nervo ciático. Muitos de nós têm pontos de gatilho latentos que não causam problemas, mas podem facilmente ser acionados.
Trigger Points são pontos sensíveis que podem causar dores no corpo inteiro, sendo muitas vezes longe do ponto de origem. Estes pontos tensos e doloridos ficam adormecidos nos músculos, ligamentos, tendões, articulações e no esqueleto. Os Trigger Points podem causar vários sintomas na estrutura locomotora do corpo. Enxaquecas, torcicolo, tendinite, lombalgias, dores nos braços e nas pernas e dores no nervo ciático podem ser provocados por Trigger Points.
Conceito
É um ponto dentro do músculo ou tendão que é hiperirritado. Este ponto é dolorido, irradia e projeta dores para outras áreas no corpo e frequentemente provoca alterações no sistema autônomo, como um aumento de secreção de suor, frio, lágrimas, saliva e arrepios.
Trigger points podem acontecer com todo mundo. Muitos de nós têm pontos de gatilho latentos que não causam problemas, mas podem facilmente ser acionados. Pontos de gatilho ativos, que geram dores, são mais comuns em mulheres entre 30 e 50 anos, mas são encontrados em todas as idades e em homens também. Um fator que pode ativar estes pontos doloridos são o sedentarismo ou trabalhos repetitivos. Pessoas que são ativas e alongam a musculatura tendem a ter menos risco de ativar os pontos de gatilho.
As regiões que podem apresentar pontos de gatilho com mais frequência são a parte superior do trapézio, manguito rotador, esternocleidomastóide, elevador da escápula, iliopsoas, quadrado do lombo e glúteo médio. Existem mais de 1000 pontos de gatilho  no corpo humano, mas a maioria é rara. Talvez, por  volta de 60 pontos, apareçam com uma certa frequência.
Muitos fenômenos que acontecem no corpo podem ser explicados com pontos de gatilho. Cada ponto tem a sua área de projeção, que se repete em todos os seres humanos. As dores podem variar entre muito leve e muito forte, e pode complicar os movimentos, como em uma crise de torcicolo, por exemplo.
As dores provocados por trigger points são normalmente profundas e contínuas,  aumentam e melhoram dependendo da tensão do ponto. As dores são, muitas vezes, encontradas longe do ponto de origem. Um ponto de gatilho ativo no glúteo pode gerar, por exemplo, dores na perna. Um ponto entre as escápulas pode gerar uma dor de cabeça.
As dores podem piorar ou melhorar dependendo da posição e do movimento do músculo. Descansos rápidos normalmente aliviam as dores. Já os descansos longos, como uma noite de sono, podem piorar.
Não há explicações científicas para as áreas de projeção destes pontos. Eles não seguem os nervos ou outras estruturas anatômicas. A única evidência da existência dos pontos de gatilho, é que podemos constatar que todas as pessoas sentem dores na mesma área quando se estimula o ponto.

                               

 As causas mais comuns de ativação de um Trigger Point são:
  • ·         Movimentos repetitivos
  • ·         Sobrecarga
  • ·         Desequilíbrio na articulação
  • ·         Frio/vento
  • ·         Movimentos rápidos
  • ·         Contração muscular extrema por muito tempo
  • ·         Outros trigger points
  • ·         Trauma
  • ·         Doenças
  • ·         Estresse

Embora as causas destes pontos não tenham explicações perfeitas e ainda estejam sendo estudadas, a massagem é considerada o tratamento mais eficaz para este problema. A massagem para Trigger points começa com deslizamentos leves para preparar o músculo. Depois, são usadas técnicas para remover o ponto. Usam-se pressões, alongamentos e movimentos de torções leves na musculatura. Em muitos casos, as pessoas têm dores durante anos sem saber a causa do incômodo e estas dores são retiradas em uma única sessão de massagem com Trigger points.

Sugestão de pesquisa:

http://www.triggerpoints.net/

BANHO DE CONTRASTE - Protocolo de P.R.I.C.E

INTRODUÇÃO

    Essa técnica consiste numa alternância entre o calor e o frio, onde os objetivos são vasomotores, isso é, alterações circulatórias que o agente frio e o calor promovem nos tecidos.

      Os vasos sanguíneos dilatam quando é aplicado calor, e estreitam com a aplicação de frio. Esta mudança de calibre dos vasos sanguíneos estimula a circulação.
Promove alternância entre dilatação e constrição dos vasos sanguíneos por meio do uso intercalado de modalidades de calor e frio, respectivamente. 

         É indicado para lesões articulares, em que há formação evidente do edema. Por realizar uma espécie de drenagem do edema, esta técnica é usada nas lesões das articulações distais do corpo, como tornozelo e punho. 

MODO DE APLICAÇÃO

   É indicado para lesões articulares, em que há formação evidente do edema. Por realizar uma espécie de drenagem do edema, esta técnica é usada nas lesões das articulações distais do corpo, como tornozelo e punho. 




   São usados dois recipientes dentro dos quais os locais atingidos devem caber por inteiro; em um deles coloca-se água quente, porém não insuportavelmente quente, e no outro, água gelada.



Como aplicar o banho de contraste?

      A terapia deve começar mergulhando-se o local atingido em água quente, por um tempo de 3 ou 5 minutos (5 para casos mais graves). Em seguida e sem descanso, passa-se para a água gelada, por 1 ou 3 minutos (3 para casos graves ). Em cada sessão, essa técnica pode ser alternada 3 vezes, sendo que o tempo total da aplicação  da técnica do banho de contraste é de 20 à 30 minutos (20 para área menor/ edemas menores e 30 para áreas maiores/ edemas maiores). 
     A sessão pode ser encerrada com o aquecimento ou com resfriamento. Essa terapia pode ser realizada até 4 vezes ao dia.     



     Se a técnica do banho de contraste for realizada associada a alguma outra técnica de redução de edema é recomendado finalizar a sequência da aplicação com o calor, por facilitar o retorno ao padrão fisiológico. Mas se banho de contraste for a única técnica, ou a última técnica de um procedimento terapêutico a ser utilizada é indicado finalizar com o resfriamento que pode vir associado a uma técnica chamada de protocolo PRICE.

• P =(proteção);
• R = (repouso);
 I  = (gelo/frio/recurso de resfriamento);
• C = (compressão);
 E= (elevação)

 Utilização do protocolo de P.R.I.C.E

         O protocolo P.R.I.C.E ( protection, rest, ice, compression and elevation), tem como objetivo recuperar o mais rápido possível uma lesão, minimizando a formação edemas e aliviando a dor. Esse método é muito simples e consiste basicamente em cinco passos, que qualquer pessoa tem condições de seguir. Esses passos são:
Proteção: O indivíduo deve proteger a área afetada para evitar um dano ainda maior. Recomenda-se o uso de muletas, órteses e dispositivos de imobilização em geral.
Repouso: É importante para que não haja esforço e sobrecarga sobre a lesão e não atrapalhe a recuperação, além também de não expor o membro afetado a lesões secundárias, permitindo assim um reestabelecimento mais eficiente da área lesada.
Gelo:  A aplicação do gelo após a lesão aguda é algo que não havendo consenso nos estudos científicos quanto a melhor forma de ser aplicada e quanto a duração da aplicação. O objetivo é evitar a progressão do edema, diminuir a dor local e os espasmos musculares. A aplicação do gelo deve ser feita de 15 a 20 minutos, com intervalos de 2 horas. O gelo deve estar envolvido envolvido em um pano ou plástico. Caso seja aplicado diretamente sobre a pele pode causar queimaduras devido a baixa temperatura.
Compressão: A compressão é muito útil pois auxilia na drenagem do edema. Quando uma região é comprimida, os espaços disponíveis para o edema são reduzidos e, consequentemente, o inchaço também.  Essa compressão  pode ser feita por meio de bandagens, é necessário certificar-se de que não esteja muito apertado, caso esteja, devemos remover a bandagem e recolocar novamente, porem um pouco mais frouxa.
Elevação: Elevar o membro ajuda no retorno venoso, com consequente diminuição do edema. Essa drenagem ocorre de maneira mais eficaz caso o segmento em questão esteja acima do nível do coração.
     É recomendado que o método P.R.I.C.E seja utilizado logo após a lesão, quanto mais cedo for feito a aplicação dos procedimentos acima melhores serão os resultados.    

       Essa técnica se soma muito bem as técnicas que usamos para redução de edema porque ela mantém o resfriamento, que precisa ser mantido por período de 15 a 30 minutos para gerar benefícios.
   O frio é aplicado com intuito de manter a redução que se obteve através do banho de contraste favorecendo a vasoconstrição, redução da permeabilidade da membrana, diminuição de fluxo sanguíneo, permitindo que o metabolismo  permaneça baixo. Esses fatores irão auxiliar para que o controle da intensidade desse edema se mantenha.
A proteção está relacionada ao posicionamento da região que receberá a aplicação do protocolo. A área lesionada deve ser protegida, sendo posicionada de forma a não colocar a estrutura lesionada em stress.



      O paciente deve ficar em repouso no momento da aplicação do recurso e receber orientações domiciliares para evitar descarga de peso, uso contínuo principalmente no dia em que foi aplicado o protocolo, evitando atividades ou cargas desnecessárias na estrutura que está em processo de recuperação por ainda apresentar o edema. Comportando-se assim de maneira a auxiliar na manutenção da redução desse edema.

 A compressão e elevação são técnicas adicionais para auxiliar na contenção do edema e na manutenção da redução do edema. A elevação utiliza da gravidade e a compressão utiliza de uma pressão externa para não deixar o volume da região aumentar.
Ao fim do protocolo PRICE pode ser realizado um enfaixamento visando a uma suave compressão local, mantendo a redução que foi adquirida com a  sessão de aplicação do banho de contraste. 

AGENTES TÉRMICOS E SUAS PRECAUÇÕES






Efeitos
  • Contração e dilatação alternada dos vasos sanguíneos (exercício vascular).
  • Acentuado aumento da circulação do sangue local e reflexo (efeito derivativo)
  • Aumento do metabolismo local (apressa a cura).
Indicações
1.   Circulação venosa insuficiente, ulceras indolentes. (Tromboangeíte OBLITERANTE)
2.   Infecções (duas a três vezes por dia) linfagite.
3.   Torceduras, distensões e traumatismos (depois de 48 horas).
4.   Fraturas e outras condições ortopédicas.
5.   Artrite reumatóide
6.   Edema (inchaço) endurecido
7.   Dores de cabeça, fazer a derivação com imersão dos pés e das pernas
                     
 Equipamento
  • Dois recipientes (baldes ou outros)
  • Termómetro (se tiver)
  • Compressa fria (bolsa de gelo se necessário)
  • Desinfectante (Permanganato de potássio diluído) se necessário.
  • Contra indicações: tumores malignos ou onde houver tendência para hemorragia, doenças dos vasos periféricos.
Considerações importantes
1.   Caso seja tratada grande parte do corpo, usar uma compressa fria no pescoço e na cabeça e bolsa de gelo no coração, (se a pulsação for de 80 ou mais por minuto.)
2.   A temperatura da água quente não deve estar acima dos 43ºc
3.   Começar a imersão quente com a temperatura dentro do limite mais baixo (38º a 40ºc) e vá aumentando a temperatura durante a aplicação até atingir os limites máximos.
4.   Convém usar um desinfectante para feridas expostas.

TÉCNICA
  • Fazer a emersão em água quente (40a43ºc) durante 3a 4 minutos
  • Água fria da torneira ou gelada, durante 30 segundos a 1 minuto.
  • Enquanto a parte a tratar estiver na água fria, vá aumentado a temperatura da água quente para manter a temperatura inicial.
  • Verificar o pulso a cada 5 minutos e se necessário, aplicar compressa fria no pescoço e bolsa de gelo no coração.
  • Fazer 6 a 8 aplicações alternadas (20 A 30 minutos) e terminar com água fria. (na artrite reumatóide terminar com água quente)
 Conclusão do tratamento
  • Prestar os cuidados necessários ao doente.
  • Registar o tratamento, a temperatura, o tempo, a reação, e fazer a limpeza do equipamento.

Comentem aqui em baixo, sugestões de temas para a próxima postagem!

quarta-feira, 1 de março de 2017

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FARMACOLOGIA

Farmacologia

 É o estudo do modo pelo qual a função dos sistemas biológicos é afetada por agentes químicos


Conceitos Iniciais

•Remédio: É toda medida terapêutica utilizada para combater um estado patológico. Ex.:Ações Psíquicas (terapia), Ações Físicas (massagem) e medicamentos.

•Medicamento: É toda substância química que tem ação profilática, terapêutica e auxiliar de diagnóstico.

•Fármaco: É toda substância quimicamente definida que apresenta ação benéfica no organismo.

•Droga: É toda substância capaz de alterar os sistemas fisiológicos ou estados patológicos, com ou sem benefícios para o organismo.

•Forma farmacêutica: É o modo que o medicamento se apresenta, ex.: gotas, cápsula, comprimido etc.

•Fórmula farmacêutica: É o conjunto de substâncias, em proporções adequadas, que compõem o medicamento.

•Princípio ativo (PA): Substância quimicamente ativa responsável pela ação do medicamento.

•Veículo: É a substância líquida que dá volume a fórmula, não apresenta ação farmacológica.

•Excipiente: É a substância sólida que dá volume a fórmula, não apresenta ação farmacológica.

•Medicamento de marca ou referência: É um medicamento inovador que possui marca registrada, com qualidade, eficácia terapêutica e segurança, comprovados através de testes científicos, registrado pelo órgão de vigilância sanitária no país. Sua principal função é servir de parâmetros para registros dos posteriores medicamentos similares e genéricos, quando sua patente expirar.

• Medicamento genérico: É um medicamento com a mesma substância ativa, forma farmacêutica e dosagem e com a mesma indicação que o medicamento original, de marca. E principalmente, são intercambiáveis em relação ao medicamento de referência, ou seja, a troca pelo genérico é possível. 
É mais barato porque os fabricantes de genéricos, ao produzirem medicamentos após ter terminado o período de proteção de patente dos originais, não precisam investir em pesquisas e refazer os estudos clínicos que dão cobertura aos efeitos colaterais, que são os custos inerentes à investigação e descoberta de novos medicamentos, visto que estes estudos já foram realizados para a aprovação do Medicamento pela indústria que primeiramente obtinha a patente. Assim, podem vender medicamentos genéricos com a mesma qualidade do original que detinha a patente a um preço mais baixo.

•Medicamento similar:  Aquele medicamento que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca.
 Seu registro só é liberado e publicado pela Anvisa mediante á apresentação dos testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade relativa exigidos pelo Ministério da Saúde. No entanto, não é realizado o teste de bioequivalência*. 
Este teste de bioequivalência garante a intercambialidade dos genéricos e devido a isto os medicamentos similares não são intercambiáveis.


*Teste de bioequivalência consiste na demonstração de que o medicamento genérico e seu respectivo medicamento de referência (aquele com o qual foi efetuada pesquisa clínica para comprovação da eficácia e segurança antes do registro) apresentam a mesma Biodisponibilidade no organismo. A bioequivalência, na grande maioria dos casos,
assegura que o medicamento genérico ou similar apresente a mesma eficácia clínica e a mesma segurança em relação ao produto de marca.

 Biodisponibilidade - É uma medida da extensão de uma droga terapeuticamente ativa que atinge a circulação sistêmica e está disponível no local de ação. Indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina.

(Biodisponibilidade é a concentração do medicamento disponível no sangue).

•Biodisponibilidade Adequada: Refere-se à fração de uma dose ingerida de uma droga que tem acesso à circulação sistêmica, ou seja, corresponde a quantidade de fármaco disponível no organismo capaz para exercer efeito terapêutico.

•Reação adversa: É qualquer resposta a um medicamento que seja prejudicial, não intencional, e que ocorra nas doses normalmente utilizadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças, ou para a modificação de uma função fisiológica.

•Efeito colateral – Efeito associado ao medicamento, que pode ser o objetivo principal do remédio. Ex.: AAS é um analgésico, antitérmico (antipirético), AINE, utilizado para dor. Um dos efeitos associados é a diminuição da agregação plaquetária.

     O alcance do efeito terapêutico depende das vias de administração, das características fisiológicas do paciente e do próprio PA do medicamento. Para observar o efeito terapêutico, é ideal que as [plasmáticas] ultrapassem a faixa de [ ] a partir da qual o efeito terapêutico será observado. Acima dessa faixa toxicidade. Abaixo dessa faixa efeito sub-terapêutico.

Obs.: Reação adversa e efeito colateral ocorrem na janela terapêutica. [plasmática]

Vias de administração

É o modo pelo qual o medicamento é introduzido no organismo.

•A DIFERENÇA NA ABSORÇÃO DO FÁRMACO ENTRE AS FORMAS FARMACÊUTICAS É FUNÇÃO DA FORMULAÇÃO E DA VIA DE ADMINISTRAÇÃO.

· Fatores que orientam a escolha da via de administração:

1) Propriedades físicas e químicas da droga :
(sólida/líquida/gasosa;solubilidade;estabilidade;pH;irritação)

2) Local de ação desejado: 
(tópica ou sistêmica).

3) Velocidade e extensão de absorção da droga por diferentes vias, rapidez com que se deseja obter a resposta :
(rotina ou emergência).

4) Efeito dos sucos digestivos e do metabolismo de primeira passagem sobre a droga.

5)Exatidão dados e necessária :
(as vias IV e inalatórias podem proporcionar um controle preciso).

6)Estado do paciente :
(inconsciente, com vômito).

Via oral  – Demorada primeiro vai para o estomago depois intestino onde o P.A é absorvido(C.S). 

Deglutição -> esôfago ->estomago -> no intestino, libera o PA -> CS
Figado* -> coração -> circulação sistêmica



*Enzimas principal órgão relacionado com a biotransformação de medicamentos

O P.A sai da região intestinal e cai na circulação enterohepática, o fígado é o principal órgão
relacionado com a biotransformação (modificação química) dos medicamentos. Na maioria das vezes, a biotransformação inativa o PA. Do fígado o medicamento vai para o coração e depois cai na circulação sistêmica.

Via intravenosa – Nesse caso, o medicamento é depositado direto na C.S (sem absorção só distribuição).

Via retal ou sublingual – São muito rápidas, por serem regiões muito vascularizadas.

· Efeito de primeira passagem (biotransformação) - consiste na passagem do fármaco da luz intestinal p/ o fígado, por meio da veia porta, antes de atingir a circulação sistêmica, reduzindo sua biodisponibilidade ( a hidrossolubilidade, ficando na faixa sub-terapêutica).


Solução para isso: aumentar a quantidade de PA ou mudar a via de administração.


  • Ligação das Moléculas das Drogas com as Células:

                                            MOLÉCULAS DE UMA DROGA
                                                                        ↓

       INFLUÊNCIA QUÍMICA EM UM OU MAIS CONSTITUINTES DAS CÉLULAS

As moléculas de uma droga desempenham influencia química nos constituintes das cels. Uma droga não funciona a não ser que esteja ligada, essa ligação ocorre com estruturas proteicas.

  • · Proteínas alvo


- Enzimas, moléculas transportadoras, canais iônicos, receptores.

Classificação dos receptores


  • Agonistas: São substâncias que se ligam aos receptores e os ativa (são substancias capazes de se ligar a um receptor e disparar uma resposta*). O composto deve ter afinidade com o receptor. Quando for possível disparar uma resposta, dizemos que essa substancia tem eficácia intrínseca.

*Eficácia intrínseca=capacidade de uma droga em disparar uma resposta.


  • Antagonistas: São substâncias que apresentam efeito contrário ao do agonista, a eficácia (capacidade de disparar uma resposta) dos agonistas é igual a zero.

Antagonismo entre Drogas:

  • Antagonismo químico : Duas substancias interagem em solução e uma impede o efeito da outra, ou seja esse tipo de antagonista inativa o agonista se combinando com ele em solução.
Envolve uma interação química direta entre o antagonista e o agonista de forma a tornar o agonista farmacologicamente inativo. Um bom exemplo está no emprego de agentes quelantes que se ligam a metais pesados e, assim, reduzem sua toxicidade.
 Por exemplo, o dimercaprol se liga ao mercúrio e o composto inativo é excretado na urina.

•Antagonismo por bloqueio de receptores: O antagonista se liga ao receptor e não dispara uma resposta (pode ser Reversível ou Irreversível). 

*Não apresenta eficácia intrínseca.

  • Antagonismo competitivo reversível –  Um fármaco se liga de modo seletivo a um receptor sem ativa-lo, mas impedindo a sua ativação (por um agonista). Há uma similaridade entre a estrutura química do antagonista com o agonista, os dois fármacos competem entre si , uma vez que o receptor só consegue ligar um fármaco por vez. Para reverter esse quadro é necessário aumentar a concentração do agonista, restaurando a ocupação dos receptores por esse agonista. Por essa razão diz-se que o antagonismo é superável .
As características importantes do antagonismo competitivo são:

a) Desvio da curva da concentração X efeito do agonista para a direita, sem alteração da inclinação ou do valor máximo.

b) Relação linear entre a razão de dose do agonista e a concentração do antagonista.

c) Evidencias de competição a partir de estudos de ligação (binding).

A melhor forma de avaliar esta relação é por meio do exame de curvas dose-resposta :

Se tivermos várias curvas  a primeira sem antagonista e as outras com concentrações crescentes de antagonista paralelas e cujo efeito máximo se iguala, temos um antagonismo reversível. Ou seja, o antagonista desvia a curva para a direita, mas o efeito máximo continua a ser possível. Contudo, é necessária uma concentração maior de agonista para alcançá-lo. 
A atropina é um exemplo de antagonista reversível da acetilcolina.

Antagonismo competitivo irreversível –  Se a ligação é covalente (firme), a combinação do antagonista com o receptor não é desfeita com facilidade e o antagonista é denominado
“competitivo de não equilíbrio” ou “irreversível”. Nas curvas dose-resposta, mesmo aumentando a concentração do agonista, doses crescentes deste antagonista diminuem a resposta máxima. Chega-se, então, a uma concentração de antagonista na qual não
existe quantidade de agonista capaz de desencadear qualquer resposta. Inibidores da colinesterase são exemplos desse tipo de antagonismo.

Ocorre quando o antagonista se dissocia muito lentamente, ou mesmo não se dissocia dos receptores. Como consequência, não ocorre uma alteração na ocupação dos receptores pelo antagonista quando o agonista é adicionado.

Antagonismo não competitivo: Bloqueia algum ponto da cadeia de eventos que leva  a produção de resposta pelo agonista. Esta alteração ocorre em algum passo pós-receptor.

Ocorre quando o antagonista bloqueia, em algum ponto, a cadeia de eventos da resposta desencadeada pelo agonista. Dessa forma, o antagonista não compete com o agonista pelo sítio de ligação no receptor, mas bloqueia o sinal que o agonista desencadeia. Contudo, a curva dose-resposta não é desviada para a direita com esse tipo de antagonista e a concentração para se atingir metade da resposta máxima (potência) mantem-se a mesma.

Antagonismo fisiológico:  Ou funcional, é usado para indicar a interação entre dois fármacos agonistas que atuam de forma independente, mas que geram efeitos opostos. Cada um tende a cancelar ou reduzir o efeito do exemplo clássico é representado por acetilcolina e adrenalina que apresentam efeitos opostos em várias funções corporais. A acetilcolina desacelera o coração, enquanto a adrenalina o acelera. A acetilcolina estimula os movimentos intestinais e a adrenalina os inibe. A acetilcolina gera constrição pupilar e a adrenalina dilatação etc.

· Antagonismo farmacocinético: O antagonista reduz a concentração da droga ativa (agonista) no seu sitio de ação. Pode ocorrer de varias formas, a velocidade de degradação
aumentada (ex.: a redução do efeito anticoagulante da varfarina quando se administra um agente que acelera seu metabolismo hepático, como o fenobarbital.
Ou a velocidade de absorção do TGI pd ser reduzida, ou a eliminação aumentada.


ESCALA ASIA - Princípios Básicos

       INTRODUÇÃO

Utilizar uma avaliação padronizada é de grande importância para o acompanhamento de indivíduos incluídos em um programa de reabilitação. Tal padronização facilita não só a comunicação entre a equipe multiprofissional como também oferece um registro confiável da evolução do paciente.

              Para a avaliação de pessoas que sofreram um Traumatismo Raquimedular (TRM), a escala da ASIA é sem dúvida a avaliação mais utilizada por especialistas e tem grande aceitação em nível mundial.

A escala da ASIA foi desenvolvida em 1984 pela Associação Norte Americana de Lesão Medular (American Spinal Injury Association – ASIA) e sofreu revisões em 1992 e em 2002. No momento, a escala baseia-se na avaliação da sensibilidade e da função motora, sendo possível classificar o paciente quanto ao tipo de lesão (completa ou incompleta) e determinar o nível neurológico, além de gerar um escore baseado nos achados sensitivos e motores.

           Esta escala é praticamente onipresente nas pesquisas envolvendo pacientes com TRM.

Acho importante ressaltar que a ASIA não deve ser interpretada como um descritor exato e infalível do quadro funcional de uma pessoa com TRM. O objetivo desta escala é servir como registro das informações essenciais que devem ser coletadas nestes pacientes.


             De qualquer forma, a escala ASIA é um tema que vale estudar com um olhar um pouco mais crítico, pois esta escala possui algumas sutilezas que podem tanto ajudar quanto complicar enormemente o manejo clínico destes pacientes.

CONHECENDO A ESCALA DA ASIA
              A principal característica da ASIA é a nomenclatura utilizada para classificação dos pacientes. De acordo com a ASIA é possível classificar o paciente com TRM em uma de 5 categorias, de acordo com o resultado do exame dos componentes sensitivo e motor. A classificação segue abaixo:

ASIA “A” = Lesão Completa: Sem preservação das funções motora e sensitiva no segmento sacral S4 - S5
ASIA “B” = Lesão Incompleta: Perda da função motora, porém função sensitiva preservada abaixo do nível neurológico e inclui sensibilidade do segmento sacral S4-S5
ASIA “C” = Lesão Incompleta: Função motora preservada abaixo do nível neurológico, e mais da metade dos músculos-chave abaixo do nível neurológico possuem grau de força inferior a 3 (apesar de haver contração muscular, não são capazes de vencer a gravidade)
ASIA “D” = Lesão Incompleta: Função motora preservada abaixo do nível neurológico, e mais da metade dos músculos-chave abaixo do nível neurológico possuem grau de força igual ou superior a 3 (vencem a gravidade)
ASIA “E” = Lesão Incompleta: Funções Motora e sensitiva são normais.


ENTENDENDO A ESCALA DA ASIA

ASIA “A” - Lesão Completa
         Como eu disse no início da postagem, a classificação da ASIA tem como objetivo estabelecer um padrão uniforme de avaliação e comunicação entre os profissionais da saúde. A definição de ASIA “A” é a mais simples e a que todo mundo entende. Uma pessoa é classificada como ASIA “A” caso não seja evidenciada função motora e nem função sensitiva no segmento S4-S5. OU seja:
Se houver sensibilidade anal/retal, este paciente NÃO é ASIA “A”.
Se o paciente apresentar contração voluntária do esfíncter anal, esta pessoa NÃO é ASIA “A”.

ASIA “B” - Lesão incompleta

A classificação B é definida como “Perda da função motora, porém função sensitiva preservada abaixo do nível neurológico e inclui sensibilidade do segmento sacral S4-S5”

         De acordo com o Dr. Wise Young, membro da equipe que criou a escala da ASIA, a classificação “ASIA B” é relativamente rara, pois exige que a pessoa possua sensibilidade anal porém perda da função motora abaixo do “nível neurológico”. Dr. Wise prossegue ressaltando que o nível neurológico é o segmento mais caudal cujas funções motora e sensitiva estão preservadas.
          Ele cita o seguinte exemplo para explicar porque a classificação “B” é relativamente rara: Imagine uma pessoa com uma lesão em C4 que nos primeiros dias pós lesão apresentasse o nível neurológico C4, e que conseguisse a recuperação motora e sensitiva dos níveis C5 e C6; sendo assim, o nível neurológico desta pessoa seria C6.
           Para ser classificado com ASIA B, este indivíduo deve ter alguma função sensorial abaixo de C6. No caso, a sensibilidade anal preenche este requisito (este indivíduo não precisa necessariamente ter função sensitiva em nenhum outro dermátomo abaixo do nível neurológico). Sendo assim, para ser classificado como “ASIA B”, você não precisa de mais nada, apenas sensibilidade anal e não ter qualquer função motora abaixo do nível neurológico (se o indivíduo tiver alguma função motora abaixo do nível neurológico ele é automaticamente classificado como “ASIA C”). 

            Só para esclarecer um pouco mais, vale a pena ressaltar que caso o indivíduo tenha algum grau de contração esfincteriana, esta pessoa não é uma “ASIA B”, porque a classificação B deixa claro que não deve haver função motora abaixo do nível neurológico; e a contração voluntária do esfíncter representa função motora abaixo do nível neurológico


ASIA “C” - Lesão incompleta
            Uma pessoa é classificada como ASIA C se tiver sensibilidade sacral e alguma função motora abaixo do nível neurológico. Porém um detalhe importante: Menos da metade dos músculos-chave abaixo do nível neurológico devem ter força grau 3 ou superior.

ASIA “D” - Lesão incompleta
             Uma pessoa é classificada como “ASIA D” se 50% ou mais dos músculos-chave testados abaixo do nível neurológico tiverem força muscular grau 3 ou superior.

ASIA “E” - Lesão incompleta
              Aqui temos uma situação interessante. Ao contrário do que pode parecer, classificar uma pessoa como "ASIA E" não significa necessariamente que esta pessoa se recuperou totalmente. Lembro que a ASIA não é, e nem tem o objetivo de ser uma avaliação neurológica completa. Assim, o máximo que podemos dizer a respeito do quadro neurológico de uma pessoa classificada como "ASIA E" é que ela não apresenta déficits detectáveis pelos critérios da escala ASIA.
O exame da ASIA não avalia a presença de espasticidade, de dor neuropática, e de fraqueza sutil, as quais podem acontecer em casos de lesão medular.

Pois é pessoal, planejo escrever mais duas ou três postagens sobre a escala da ASIA. A próxima será sobre como realizar a avaliação motora segundo os critérios da ASIA.



Espero ter ajudado, e se não foi o que procurava , por favor, coloque aqui nos comentários talvez quem sabe eu não faça uma postagem sobre...